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Dicas de alfabetização.


As crianças cegas teriam ensino adequado às suas necessidades, o ensino seria de qualidade e elas não sofreriam preconceito e discriminação dos professores e dos colegas na escola.
Para os professores que se deram conta, que deficiência não é sinônimo de incapacidade e percebem que vale a pena investir em seus alunos, seguem algumas dicas:

  • O aluno com deficiência visual, com antecedência, deverá receber escrito em Braille, o vocabulário que irá ser dado na aula.
  •  Os vocábulos apresentados em classe deverão ser soletrados.
  • O aluno deverá ser incentivado a soletrar as palavras.
  •  A áudio-descrição deverá ser acompanhada da exploração tátil, da figura ou do desenho, sempre que isso for possível.
  •  A matéria escrita no quadro deverá ser fornecida ao aluno, preferivelmente em Braille, antes ou depois da aula.
  •  Perguntas e testes deverão ser adaptados. O aluno se beneficiará de perguntas de resposta direta e não utilização de recurso de produção de mapas, tabelas, gráficos e demais figuras em relevo.
  • Os exercícios escritos no quadro devem ser lidos em voz alta, obter um único exercício bem executado, pelo aluno, do princípio ao fim, e devidamente corrigido pelo Professor.
  • Deve-se oferecer esquemas/exercícios menos densos e mais significativos.
  • Os alunos com deficiência visual podem fazer muitas das coisas que se faz com a visão, valendo-se do tato e dos demais sentidos, embora nenhum deles, ou eles em conjunto substituirão a visão.
  • Os alunos cegos não podem ver as cores. Todavia, é importante que as cores sejam ensinadas às pessoas cegas, por exemplo: ao invés de livros somente com braile, livros também com cores e desenhos.
  • Os alunos com deficiência visual deverão ter a oportunidade de participar de todas as atividades propostas para a classe. Se uma atividade requerer a visão e não puder ser adaptada ou substituída por outra, dever-se-á proporcionar ao aluno que participe dessa atividade junto com seu colega.


Conclusão

 Todos os professores devem incluir os seus alunos independentes da sua deficiência ou dificuldade, então, é importante que todos os profissionais envolvidos na escola se conscientizem de que a educação não pode ser vista como algo destituído de contexto, de objetivo, de humanidade, ela é, em essência, o íntimo de cada um de nós e de nós na coletividade.

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